Perfeccionismo

Adaptado do método Julia Cameron.

Vale chamar o perfeccionismo de “O punhal da atitude perfeccionista na arte”.
Você poderá chamá-lo de outra coisa qualquer! Talvez você prefira chamar a atitude perfeccionista de “fazer a coisa certa” ou ”corrigir antes de errar demais”.
Mas deveríamos estar chamando esta postura, simplesmente de PERFECCIONISMO.

O perfeccionismo não tem nada a ver com fazer a coisa certa. Não tem nada a ver com corrigir. O perfeccionismo é a recusa de permitir o próprio avanço. É um círculo, um sistema fechado, obsessivo e debilitante que faz com que você fique bloqueado em detalhes do que está fazendo, perdendo a visão do todo.
Em lugar de criar livremente e permitir que os erros se revelem posteriormente como visões críticas, frequentemente nos prendemos a corrigir os detalhes.
Corrigimos a nossa originalidade transformando-a em uniformidade que carece de paixão e espontaneidade.

NÃO TEMA OS ERROS. ELES NÃO SÃO NADA.

O perfeccionista se fixa em uma única linha do poema, até achar que nenhuma linha está correta. O perfeccionista refaz a linha do queixo de um retrato até rasgar o papel. O perfeccionista escreve tantas versões de uma cena que nunca chega ao final da peça. O perfeccionista escreve, pinta, cria, com um olho no seu público.

Em lugar de desfrutar o processo, o perfeccionista está sempre classificando os resultados.
O perfeccionista casou-se com o lado lógico do cérebro. O seu “crítico /juiz”, reina supremo nos seus domínios criativos.

Uma passagem brilhante de prosa descritiva é criticada com uma abordagem de lente de aumento:
– “O que você acha desta vírgula?”.
É Assim que se escreve?”
– “O que você acha desta sombra?
É deste lado que está a luz?”.
– “Você poderia fazer melhor…”.

Para o perfeccionista não existe primeira versão, rascunhos, exercícios de aquecimento. Todos os rascunhos terão que ser versões finais. Perfeitas. Lavradas na pedra!

Em meio a um projeto o perfeccionista decide começar tudo novamente.
Refazer para ver aonde vai dar. E aonde vai dar?

– “Em lugar nenhum, muito rapidamente!”.

O perfeccionista nunca está satisfeito. O perfeccionista nunca diz: -“Isto está muito bom. Acho que vou continuar assim!”.

Para um perfeccionista sempre há espaços para melhorias.

O perfeccionista chama isto de humildade. Na realidade é egotismo. É o orgulho que desperta o desejo de fazer perfeito.

O perfeccionismo não é uma luta em prol do melhor. É uma busca do pior dentro de nós mesmos; da parte que nos diz que nada do que fazemos será suficientemente bom, que deveríamos tentar novamente.

NÃO. NÃO DEVEMOS!

Lembre-se:

“Tudo o que fazemos nunca estará terminado. Simplesmente paramos em lugares interessantes!”
Está é a parte normal da criatividade:

RELEVAR.

ps: Esse texto foi retirado de um outro fórum que faço parte, achei muito interessante, muita coisa serviu pra mim e imaginei que todos aqui também vão se identificar com varias situações. Aguardo comentários.

Farlley.

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Carlos Damasceno

Carlos Damasceno é desenhista profissional e professor de desenho. Especialista em ajudar pessoas a desenvolverem o seu talento para o desenho sem precisarem pagar por curso caros e demorados.

Website: http://comoaprenderadesenhar.com.br/