Aula # 9 de 10 – Curso Da Vinci de Desenhos para Principiantes – Perspectiva

Sombrear e dar volume resulta em profundidade e dimensão, e a Perspectiva as coloca num contexto.

Exercícios de Perspectiva 1: Horizontes distantes

O mestre Leonardo Da Vinci dedicou muitas horas à observação do horizonte distante. Ele notou:

  • “Entre objetos de mesmo tamanho o que está mais longe da vista dará a impressão de ser menor”.
  • “Quando há vários corpos, todos de mesmo tamanho e a uma mesma distancia, o mais bem iluminado dará a impressão de ser o mais próximo e o maior”.
  • “Um objeto escuro parecerá tanto mais azul quanto mais atmosfera luminosa exista entre ele e o olho, como se pode observar na cor do céu.”

Antes de Leonardo, os objetos em primeiro e segundo plano eram mostrados com a mesma dimensão, valores e cor.

Comece sua exploração da perspectiva estudando o horizonte distante, para depois avançar.

Faça da perspectiva o tema do dia e anote suas observações. Veja alguns exemplos:

Exercício de perspectiva 2: Sobreposição

O que vem primeiro? O que está na frente. O objeto que se sobrepõe parcialmente a outro dá a impressão de estar na frente.

Esse princípio é tão básico que podemos nos esquecer dele.

Essa observação simples faz com que a representação visual da relação entre objetos seja absolutamente clara.

Por exemplo, os quatro grupos nas imagens acima representam as mesmas caixas, desenhadas rapidamente.

Elas poderiam estar em qualquer posição umas em relação às outras. Contudo, com o simples recurso de desenhar as caixas com diferentes sobreposições, algumas darão a impressão de recuar, outras de avançar.

Desenhe primeiro o contorno de uma determinada caixa.

Depois trace as linhas de uma segunda caixa (omitindo qualquer linha que fique “atrás” da primeira caixa).

Então desenhe a terceira, e por fim a última caixa, da mesma maneira.

A cada novo desenho, coloque uma caixa diferente na frente das outras.

Observe que a sobreposição determina o tamanho.

Não importa nem que uma caixa seja a maior ou a menor; dependendo de sua posição relativa, ela vai parecer está mais longe ou mais perto.

Exercício de perspectiva 3: Meu papel está entre mim e o que quero desenhar

Após “enquadrar” o que você quer desenhar, pode confundir um pouco manter a mesma perspectiva durante todo o trabalho, principalmente porque a superfície sobre a qual você trabalha está estendida horizontalmente numa mesa, ou obliquamente num cavalete.

Esqueça onde e como seu papel ou a tela se encontram.

Imagine sempre que seu papel ou tela está situado, em posição vertical, entre você e os objetos que está desenhando.

Imagine que você está vendo através do papel ou tela e simplesmente copiando-os.

Assim, quando estiver desenhando alguma coisa, evoque sempre esse papel ou tela imaginários situados entre você e o seu objeto.

Exercício de perspectiva 4: Pequeno–longe … Grande-perto

Quando vemos pessoas a grande distancia, sabemos como podem parecer pequenas.

Todos costumamos usar a variação de  tamanho para calcular automaticamente a distancia.

No exercício de sobreposição aprendemos que a posição relativa pode trazer muitas informações. Mas, uma vez que saibamos a sequencia dos objetos, o tamanho é o segundo fator em ordem de importância no que diz respeito ao grau de informações transmitidas.

Por exemplo, no desenho seguinte, o que acontece à medida que as arvores vão ficando menores?

Os exercícios seguintes vão introduzir a chave da perspectiva: a linha do horizonte (isto é, seu horizonte visual) e o ponto de fuga.

Exercício de perspectiva 5: Horizonte visual

Com sua régua, desenhe uma linha horizontal no papel e chame-a de “horizonte visual”. Desenhe-a em diferentes alturas no papel.

Determinar o horizonte visual é fundamental, porque à medida que os desenhos vão ficando mais complexos o horizonte visual pode ser coberto de montanhas, edifícios ou arvores; e num quadro todas as coisas tem como ponto de referencia o horizonte visual.

Exercício de perspectiva 6: Ponto de Fuga

Agora volte para seus horizontes visuais e, com um crayon Conté, coloque um ponto próximo ao centro. Ao lado desse ponto anote “PF”, isto é, Ponto de Fuga.

A partir desse ponto, trace uma linha reta até cada um dos cantos inferiores do papel. Você verá o que parece ser uma rua que se alarga.

Observe que as diferentes alturas dos horizontes visuais dão às ruas aspectos diferentes.

Exercício de perspectiva 7: Um quadrado em perspectiva

Desenhe com a régua uma linha do horizonte pontilhada.

Escolha um ponto de fuga e marque-o com um ponto. Em seguida desenhe um triangulo, um quadrado e um círculo dentro do quadro.

Mantendo o ponto de fuga em mente, dê três dimensões ao triangulo e ao círculo, prolongando-os até o ponto de fuga.

Afaste-se um pouco e veja se suas figuras parecem “fazer sentido”.

No seu melhor desenho, escolha uma fonte de luz e indique-a com o desenho de um pequeno sol.

Pare um pouco para “sentir” a direção da luz, como se você fosse o objeto a ser sombreado.

Com um lápis de grafite macio, sombreie as figuras tridimensionais do lado oposto ao da fonte de luz (lembre-se de sombrear de leve e camada por camada).

Quando você estiver familiarizado com esses exercícios, vai querer praticar e experimentar outras formas e variações.

Exercício de perspectiva 8: Uma rua interessante

Desenhe com a régua, como anteriormente, uma linha do horizonte. Marque um ponto de fuga (PF).

A partir do PF desenhe linhas retas até os cantos inferiores do quadro:

Agora, em ordem decrescente de tamanho, como no exercício das arvores, desenhe uma fileira de arvores simples ao longo da rua que você começou a desenhar.

Do outro lado da rua, como no exercício do triangulo, do quadrado e do círculo tridimensionais, faça dos edifícios “quadrados”.

Lembre-se de que todas as linhas verticais (em cima e em baixo) têm que ser rigorosamente paralelas.

Observe também que deve haver uma linha imaginária, tangenciando a extremidade superior de cada figura, que vai até o ponto de fuga, que será seu guia para o tamanho decrescente.

Exercício de perspectiva 9: Paisagem

Exercite-se observando paisagens para aprofundar sua noção da perspectiva. Faça esboços em seu caderno.

E por hoje é só… Na próxima lição desse curso baseado nos ensinamentos do mestre Da Vinci, vamos ver como você pode desenhar de cor, ou seja, sem precisar ficar olhando para um modelo ou referencia.

Te vejo lá, mas antes… Que tal me dizer o que tá achando dessas aulas. Deixe seu comentário, vai ser um prazer ler e responder se for preciso.

Grande abraço e vamos desenhar juntos.

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Carlos Damasceno

Carlos Damasceno é desenhista profissional e professor de desenho. Especialista em ajudar pessoas a desenvolverem o seu talento para o desenho sem precisarem pagar por curso caros e demorados.

Website: http://comoaprenderadesenhar.com.br/